quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Os problemas nunca somem

Depois daquela "crise" na família depois das férias, apesar daqueles desentendimentos entre nós e os erros que todos nós normalmente cometemo, tudo estava bem. Só que a vida é feita de fases, e essa fase de harmonia dentro de casa durou pouco.

Meu irmão, Breno, fez seu 11° aniversário dia 13 de agosto (sexta 13), e lógicamente, minha família se dirigia á ele dizendo coisas como "Você ficou mais velho, mais maduro, vai ter mais responsabilidades..." Essa é a idade de, basicamente, começar a deixar de lado aquele jeito infantil de ser, pra começar a pensar de um jeito mais maduro. Claro que não vai ser aquela maturidade monstruosa que vai nascer de uma hora pra outra, mas seria bom, pelo menos iniciar alguma ação em relação á esse amadurecimento.

O problema foi que aparentemente, ele cresceu apenas físicamente. Mentalmente, sobre essa questão de amadurecer, meu irmão apenas retrocedeu. Hoje, ele se mostra uma pessoa teimosa, brava, chata, infantil...

Em uma conversa que tivemos essa semana, minha mãe comentou sobre a mudança de escola que ocorreu no início do ano. Eu e meu irmão estudávamos em um colégio onde éramos bolsistas, pois minha mãe trabalhava lá, só que minha mãe saiu do trabalho em 2009 e em 2010, tivemos que mudar de colégio. Nessa mudança, eu saí mais feliz do que qualquer um imaginaria, pois, hoje, o pessoal da FECAP já representa uma nova família pra mim. Já o meu irmão, se transferiu para o colégio Cristo Rei, aqui perto de casa. Ele já vinha gostando da idéia de mudar de colégio, pois estava passando por um momento ruim no outro colégio, só que ele tinha muitos amigos lá, e na mudançam acabou perdendo contato com grande parte deles. O Breno tem tido problemas com o colégio novo, tanto com os amigos, quanto com as notas. Isso, pelo jeito, afetou os sentimentos e o jeito dele de lidar com as coisas.

Em casa, meu irmão vem sendo realmente um problema, arranjando confusão até com crianças com a metade da idade dele. Todo dia ocorre alguma "briga" em casa, seja por causa das lições que ele deixou de fazer, pela sujeira e a bagunça que ele deixa em casa, ou pelo jeito de lidar com os acontecimentos do cotidiano.

Discutindo sobre o assunto, meus pais chegaram a pensar que essas atitudes do Breno, podem ser como um pedido de ajuda, para ele se "resolver" de uma vez, mas esse foi o motivo da minha revolta naquele dia: Uma pessoa que trata mal quem está junto dela, com ignorância, grosseria e infantilidade, nas horas que essas pessosas estão tentando ter só uma conversa sobre esse problema, parece estar pedindo ajuda? Se isso for o pedido de ajuda dele, não ajudarei, pois sempre que tento me aproximar para conversar ele começa a esbravejar. Pela gravidade da situação, meus pais conversaram com uma psicóloga, para tentar resolver esse assunto. A psicóloga quer que a família toda compareça á consulta. Eu me recuso a ir, tentar ajudar alguém que não quer ser ajudado. Mesmo com tudo isso, eu confio no potencial do meu irmão, e sei que ele consegue reverter essa situação, mas isso acontecerá somente com uma ação conjunta, quando ele se posicionar de uma maneira mais madura, pensando em resolver isso tudo.


Não adianta nada agir, se o principal personagem dessa história não querer que essa ação ocorra.


Fica por aqui. Obrigado mais uma vez á quem lê os posts.

Abraço.

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