domingo, 15 de agosto de 2010

Eu canto, eu sou Palmeiras até morrer.


Sábado, dia 14 de agosto, acordei 7 da manhã pra ir fazer provão no colégio. Desanimado, tomei banho e comi alguma coisa antes de ir até o metrô encontrar o Johnny e ir pro colégio.
Cheguei lá no colégio exatamente 8:12, e fiquei com o pessoal até dar 8:30. Quando deu o horário, desci até a sala 207 com o Daniels e fomos fazer provão na mesma sala.
E provão é aquela coisa cansativa, de dar vontade de dar uma dormida na carteira pra voltar a responder as perguntas mais tarde.
Depois de 1h e meia eu acabei a prova e subi até a lanchonete e fiquei esperando o Johnny e o Fê pra ir pra casa.
O Fê iria comigo pra casa, e de lá iriamos até o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais famoso como Pacaembu, ver a apresentação do eterno Mago Valdívia, e é claro, o jogo entre Palmeiras e Atlético-PR.
Ficamos em casa no PC e no videogame até 15:30, quando saimos daqui e fomos pro estádio. Estávamos com a camisa verde-limão que meu pai havia comprado na quinta-feira, debatendo sobre os jogadores do elenco palmeirense e comentando sobre o jogo. Chegamos perto do estádio, paramos o carro a uns 2 quarteirões da entrada e depois de andar um pouco fomos comprar os ingressos, do jogo que começaria ás 18:30.
Esperamos até as 16:30 para entrar no estádio...

"...o Palmeiras vai jogar, a Mancha também está. O Palmeiras vai jogar e eu vou!"
Não importa contra quem é o jogo, e nem qual é o campeonato: Ver o jogo do seu time do coração dá uma emoção extra.
E eu me refiro ao Palmeiras como time do coração, porque foi o macacão alvi verde que eu vesti logo ao sair da maternidade.Também vale a minha ida ao Palestra Itália já aos 3 anos pra ver Evair, Marcos e César Sampaio jogarem. Todas as vezes que eu fui ver os jogos no estádio, torcendo eufóricamente. As vezes que eu chorei por causa do meu time, no rebaixamento em 2003 e na conquista do Paulistão 2008.
Meu amor pelo Palmeiras é inexplicável.

"...porque eu não quero cadeira numerada, eu vou de arquibancada pra sentir mais emoção!"
Ao passar pelos portões do Pacaembu, nos dirigimos ás arquibancadas amarelas, do lado esquerdo do portão principal. Arrumamos os lugares enquanto estava vazio. Meia hora depois já estava quase tudo cheio á nossa volta. Estávamos no meio da Mancha Verde, o que é uma coisa que eu amo fazer, pois antes mesmo de qualquer coisa ocorrer no campo, dá pra sentir a vibração.
Eram 17:30, faltavam 10 minutos para a apresentação do Mago. Eu e o Fê estávamos elétricos, não conseguíamos conter a emoção de ver de novo o Valdívia. Passados os 10 minutos, os alto-falantes do estádio anunciaram a entrada do Divino, Ademir da Guia, que foi até o centro de campo e fez um depoimento para a torcida e então pediu para que o Mago viesse a campo. Ao ver o ídolo entrando, nós, juntamente com o resto do Pacaembu começamos a pular e gritar muito.

"Eô eô, o Valdívia é um terror!" "Chega de besteiras! Ô Mago, seu lugar é no Palmeiras!".
A apresentação do Valdívia foi emocionante, mas eu esperava mais do que aconteceu. O nosso Mago entrou, vestiu a camisa, falou um pouco e saiu. Mas é claro que foi muito aplaudido, seu nome era o único som que se ouvia no estádio.
A noite estava caindo quando o telão mostrava as escalações dos dois times. Já eram 18:20 quando os times entraram em campo. O Palmeiras entra e como sempre, os gritos de "Olê, Porco! Olê, Porco!" já estavam tomando conta do Pacambu. Antes do hino nacional, como de costume, a torcida grita o nome do elenco do Verdão. "Puta que pariu! É o melhor goleiro do Brasil! Marcos!", "Felipão é genial"...

Nesse jogo o Palmeiras sairia jogando de uma outra maneira, em 3-5-2. Marcos no gol, na defesa Danilo, Maurício Ramos e o estreante Fabrício, os volantes Edinho e Marcos Assunção, dos lados Rivaldo e Márcio Araújo, na meia Tinga e na frente Tadeu e Luan.
Começa o jogo e a Mancha inicia a festa. "-Abaixa, se abaixa aí!". Todos abaixados, batendo palmas no ritmo da bateria...A bateria dá a deixa e a torcida se levanta com as mãos pra cima. "Mancha Verde! Palmeiras! Quando surge o alvi verde imponente, no gramado que a luta o aguarda..."

Depois de gritar o hino, inicia-se o jogo. Já com 2 minutos de jogo, falta na meia-lua da grande área para o Palmeiras. Marcos Assunção bateu na barreira e a bola espirrou para a direita, nos pés de Tinga, que cruzou na cabeça de Danilo, para fazer o primeiro gol do Verdão. Gritamos, nos abraçamos, pulamos e cantamos como loucos com o gol. Aquele jogo tinha cara de goleada, mas depois do gol, o Palmeiras não atacou com força e deu espaço para o Atlético jogar. O primeiro tempo ficou nisso até o fim. 1 a 0 pro Palmeiras.

"Se você jogasse no céu, eu morreria só pra te ver!"
Começou o segundo tempo com o Atlético chutando mais no gol, até a hora que Luan armou um contra ataque rápido e quase saiu na cara do goleiro. O jogo esquentou pro lado alvi verde.
Logo depois dessa jogada, Tadeu leva o segundo cartão amarelo e é expulso de campo. Felipão pensando ofensivamente, decide tirar Luan e colocar Ewerthon, que vinha fazendo um bom trabalho nos últimos jogos. O camisa 88 conseguiu chegar na cara do goleiro depois de uma arrancada, mas acabou sendo travado.
Mais ou menos aos 20 minutos do segundo tempo, Márcio Araújo tabela com Tinga na meia direita. Tinga dominou e correu com a bola até a entrada da área, e viu Ewerthon entrando livre. Com um passe magnífico, digno de um jogão de futsal, o meia palmeirense manda a bola para Ewerthon, que mata a bola no peito e chuta forte, no alto do goleiro atleticano. Um golaço, uma pintura.

Após marcar o gol da vitória, o atacante chama os companheiros para comemorar o gol na frente da torcida, na frente da Mancha, na nossa frente. Estávamos elétricos, loucos, comemorando o gol como se estivéssemos lá dentro com o time. Foi um gol pra ser lembrado.
Depois de toda a euforia, Marcos Assunção ainda colocou uma bola no travassão com uma cobrança de falta e o técnico Felipão é expulso de campo, por reclamar com o árbitro.
E acabou nisso: Palmeiras 2x0 Atlético-PR.

"Êi! Palmeiras, minha vida é você!"
Saímos do estádio cantando e gritando, pilhados com a atuação do nosso time.
Buscamos o carro, fomos deixar o Fê na casa dele e voltamos pra casa.

"Alegria, alegria no coração!
Daria minha vida inteira pra ser campeão,
A taça Libertadores obsessão,
Tem que jogar com a alme e o coração.
Olê, olê! Eu canto, eu sou Palmeiras até morrer!"

Se tem uma coisa que eu amo, de paixão, é comparecer nos jogos do meu time, e sentir toda aquela força que a torcida dá para os jogadores.

Meu sábado foi assim, um dos melhores do ano.
Obrigado aos leitores, palestrinos ou não.
Abraços.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Busca